segunda-feira, julho 10, 2006

Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana

CURUMIM

CURUMIM

VERA SALBEGO

Na beira da praia
Andando descalço
Percorro o caminho.
Que Curumim andou.

Na beira da praia
Sigo sozinho
Deixando pegadas
para outro
Que virá.

Que virá andando
sozinho
Percorrendo
O caminho.
Que Curumim passou.

Na beira da praia
Percorrendo sozinho
Deixando rastros
Para o outro chegar

Que vai chegar
sozinho
Trazendo na alma
O resto da saudade.
Que Curumim deixou.

Poesia do livro PALAVRAS,SOM E FÚRIA(Prêmio 6 lugar Concurso Internacional).Publicado em maio de 2006.Direitos Reservados.

DO SABOR DAS COISAS

Dos sabor das coisas

Mário Quintana

Por mais raro que seja,ou mais antigo,
só um vinho é deveras excelente:
Aquele que tu bebes calmamente
Com o teu mais velho e silencioso amigo...

Esconderijos do Tempo

Os poemas

Mário Quintana

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro,eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas,então,essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estav em ti...

PROFUNDO

PROFUNDO


Eu me aprofundo
No profundo
De tua profundidade
Só para te descobrir
Em mim...

Poesia do Livro Vitrine do Coração.Direitos Reservados.

Momento de Criação

Momento de descontração

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