sábado, setembro 12, 2009

AS QUATRO ESTAÇÕES.




Deus criou as quatro estações
Para que o homem
Aproveitasse todos os momentos da vida.
O verão para saborear o sol
E a natureza com toda sua essência.

A primavera para olhar e sentir
Os aromas da natureza.
Com todo seu esplendor.
Sua majestade em flor.

No outono as folhas caindo
E a gente sentindo na pele
O ventinho que vem de mansinho.
E os dias que vão escurecendo mais cedinho.

Chega o inverno.
Que Deus criou para o homem
Voltar-se mais para junto da família.
Do aconchego do lar.
Para interiorizar-se.
Buscar no intimo de cada ser.
A reflexão de si mesmo.
E poder continuar assim.
A caminhar e viver junto às quatro estações do ano.

VERA SALBEGO

LUIZA CAETANO PARA O MUNDO


LISBOA IN VERSOS – MOVIMENTO IMPARÁVEL

A partir do momento em que um livro nasce, é editado e publicado passa o mesmo a ser património de quem o quiser ler. Se acaso ou por mérito próprio o mesmo atingir tantas pessoas ou entidades que a partir dele envolvam manifestações ou celebrações honrosas, cabe ao seu autor a realização de que o acto de escrever não foi! Não é um acto em vão!

“Porque quando escrevo não o faço para o meu umbigo, nem por um mero jogo de palavras mais ou menos bonitinhas, muito menos para fruto de fácil exibicionismo. Escrevo sempre com o coração e a genuína emoção visceral dos meus sentimentos numa catarse que também pode ser crítica, para além da emoção, da paixão ou simplesmente do tédio – sublinhando que muito menos o faço por questões comercialistas”

Assim é que, o LISBOA IN VERSOS , recentemente editado e tão carinhosamente acolhido tem vindo a criar uma abrangência a todos os níveis admirável e surpreendente
envolvendo as sinergias de muitas pessoas , Entidades e Espaços Culturais que por si só, já justificam a realização e a felicidade pessoal da sua autora.
Como reconhecer e agradecer gestos que vão para além do simples agradecimento? Não posso, nem quero deixar de expressamente nomear, aqueles que de forma excepcional estiveram na esteira deste MOVIMENTO IMPARÁVEL, como Ana Garjan e a sua Fundação ArteForum num empenhamento e apoio ao mais alto nível, a Sónia Batista insuperável, aos imensos blogues e sites, à Casa da Rosas que acolheu o Lisboa In Versos com uma Festa memorável, à Dolores Jardim e a suas filhas a quem devo muitos incentivos e muito trabalho de bastidores, à minha inseparável amiga Bianca-Lua a verdadeira parteira do livro, companheira e divulgadora a nível do Rio de Janeiro e Penedo, à Mell Glitter pela sua carinhosa recepção, divulgação e profissionalismo, à TVORKUT na pessoa do seu presidente Petrúcio Melo pelo acolhimento, à fadista Conceição de Freitas que foi a voz do fado num magistral liame Brasil-Portugal,, à Livraria da Casa Laura Alvim e ao querido Phillip do Rio de Janeiro, à Adega Cultural do Paulo em Penedo, assim como a todas e todos os amigos e conhecidos que me fizeram acreditar no real valor desse Lisboa In Versos que está ganhando mundo dando continuidade a esse MOVIMENTO IMPARÁVEL.
Parafraseando Fernando Pessoa, Vale sempre a pena quando a alma não é pequena.
A todos o meu reconhecimento de Alma e Coração.


LuizaCaetano, Lisboa-Portugal, 2009/8/02 Tags:

Morte Na Praia



MORTE NA PRAIA



Num dia qualquer de verão, amigas resolvem acampar na praia.

Saem da capital e se dirigem para a estrada cheia de sonhos e aventura no
coração.

Verônica, Laura e Paulinha, amigas desde a infância enfrentaram dificuldades
juntas. Namoravam juntas enfim curtiam nas baladas de Floripa.

O carro deslizava pela estrada e as moças curtiam no som do carro nada menos
que o rei da praia do Rosa (Armandinho). Já haviam feito essa viagem em
outros anos e muitas amizades ficaram por lá.

Saíram da estrada asfaltada e foram para o caminho de chão batido e muita
poeira, mas valia à pena. Pois o lugar era divina Praia do Rosa.

Elas chegam afinal depois de horas na estrada. O lugar é fabuloso e o
acampamento era maravilhoso.

As meninas foram até a entrada do acampamento para escolher o terreno onde
montar sua barraca.

Um rapaz se dirige até elas e as acompanha até o local escolhido, e começa a
montar a barraca.

O camping era perto do mar e entre muitas arvores. Depois de tudo montado e
instalado elas colocam os biquínis e vão para a praia esperar o pôr do sol
mais lindo da vida.

Laura, então combina quem irá conseguir ficar primeiro.

Paulinha comenta vocês não perceberam os olhares que o rapaz do camping me
deu. Gelei, minha nossa meu sangue gelou, que olhos azuis e o corpo sarado.

Elas caem na risada, afinal estavam ali para curtir as férias de verão. As
três trabalhavam e estudavam juntas na mesma Universidade.

Verônica era a mais calma das três, mais racional.

Aproveitam o pôr do sol, entram no mar é a água quente as faz relaxar da
viagem.

Na noite resolvem ficar por ali mesmo no acampamento para descansarem para
no outro dia caírem na folia da praia. Fazem lanche por ali mesmo, entram
para a barraca e ficam conversando até tarde. Passam as horas e o sono bate
nas três.Na madrugada acordam ouvindo ruídos estranhos próxima a barraca e
ficam com muito medo.Acendem a lanterna e aguardam os ruídos se afastando e
caem no sono de novo.

Ao acordarem perguntam para algumas pessoas se haviam ouvido barulhos
estranhos durante a madrugada. Ninguém fala, mas percebem que as pessoas
estão apreensivas. Tomam o café da manhã no restaurante do camping e percebem
que muitas barracas sumiram ou as pessoas foram embora de manhã cedo.

Resolvem ir para a praia e relaxar, pois estavam ali para aproveitar aqueles
dias de férias. Procuram caminhar e percebem que o lugar esta cheio de
jovens.

Este lugar é maravilhoso, paraíso dos viventes daquela fantástica praia.

Depois de caminharem estendem suas toalhas e ficam recebendo os raios de sol
naqueles corpos lindos.

Naquele momento chega o Beto, amigo de outras férias.

Olá meninas:

-Olá, Beto que prazer te ver por aqui, as meninas falam juntas.

-Cheguei ontem à noite, muito tarde e dormi dentro do carro mesmo e trouxe
alguns amigos.

Paulinha então comenta:

-O Rafa veio junto?

-Claro viemos na camionete dele, trouxemos outro companheiro que conhecemos
na Universidade. O cara é meio estranho, mas é boa gente.

A manhã passa rápida e Beto convida as meninas para comerem um peixe num
restaurante próximo, pois tinha combinado com os amigos para ali se
encontrarem.

Foram conversando sobre a vida e chegaram ao local, era lindo. Aquele
restaurante típico de praia com arte do lugar. Ali estavam os amigos do Beto
esperando.

Olá rapazes quero apresentar minhas amigas. Paulinha já conhecia o Rafa da
Universidade e lhe estende a mão num gesto carinhoso e ele chega e a beija
no rosto.

Legal, meninas vocês por aqui.

Bem deixa apresentar o Alex, nosso amigo que vem pela primeira vez as nossas
praias, pois ele é Paulista.

_Prazer e seja bem vindo ao Paraíso do sul.

-O prazer é meu.

Beto então pede o almoço e ficam conversando sobre a vida. O garçom traz as
travessas com os pedidos. Ficam por ali se deliciando com aqueles pratos de
peixe e risoto de frutos do mar. Olham para o mar e sentem aquela brisa e
toda a energia vibrando nos corpos jovens.

O almoço termina e pedem a conta e saem caminhando pela areia da praia de
pés descalços.

As meninas resolvem voltar para o camping e os rapazes vão junto, pois por
coincidência estão acampados no mesmo local.

-Vamos descansar um pouco diz Laura.

-Ok! Responde Beto, depois podemos combinar algo para a noite.

-Tudo bem. Responde Paulinha.

Temos uma semana por aqui. Até mais.

Entram na barraca e percebem que foram revirada algumas coisas estavam
faltando. Foram até a recepção do acampamento reclamar, pois sua barraca
fora revirada e faltavam algumas coisas. Os responsáveis pelo camping foram
até a barraca e verificaram a situação.Então comentaram que naquela manhã
era a terceira barraca que tinha sido invadida.Isso nunca tinha ocorrido por
ali e eles iriam chamar a policia para averiguar.

Elas se olharam e ficaram apreensivas. Bem vamos descansar e de agora em
diante deixaremos coisas de valor na recepção. Foram jogar cartas para passar
o tempo.

Enquanto isso na barraca dos rapazes rolava a maior bagunça, cerveja e
puxavam um baseado. Estavam maluquinhos e Beto resolve pegar o violão e
cantar.

A noite chega trazendo todo um mistério para desvendar naquele lugar
maravilhoso.

Laura, Verônica e Paulinha resolvem sair para a balada e na recepção
encontram os rapazes que também querem curtir. Rafa então resolve convidar
para irem a sua camioneta e todos encaram e vão para a balada.

Verônica muito racional percebe que os rapazes estão meio esquisitos e fica
só na observação.

Rafa corre muito em sua camioneta e liga o som a todo volume e os jovens
caem na farra. Chegam num bar onde é o point da moda e escolhem uma mesa. A
noite esta linda e a lua cheia reflete no mar.

Os jovens começam a beber e a dançar. A noite só esta começando. Beto tira do
bolso um cigarro e oferece a Laura.Laura só quer badalar e fuma o baseado e
fica muito solta.O cigarro vai de mão em mão até que chega para Verônica que
finge fumar e fica na dela.

Passam algumas horas e ela chama suas amigas que naquele momento já estão
viajando e diz para tomarem cuidado, pois estão passando da conta. Ela
percebeu que Alex tinha algo mais no bolso e ficou preocupada. Vamos embora
meninas,pegamos um táxi e voltamos para o acampamento pois estou ficando
nervosa os rapazes estão bebendo muito além do uso da droga.

Paulinha topa saírem, mas Laura quer ficar. Verônica então resolve ficar
para não deixar a amiga cair numa cilada.

Elas percebem que Rafa e Alex estão completamente doidãos e começam a ser
agressivos com elas. O medo toma conta de Verônica que esta impotente frente
à situação. Aquela situação esta passando da conta Paulinha e Laura já estão
embriagadas. Saem daquele lugar ,Rafa dirige perigosamente depois de ingerir
muita cerveja.Verônica percebe que o caminho não é o do acampamento e a
camioneta corre para um lugar ermo com muitas árvores.Rafa para a camioneta
e manda todos descerem.E investe para o lado de Verônica,que fica sem saída
e a carrega para dentro do mato e os outros o seguem rindo da situação.Então
Alex ,tira do bolso cocaína e fazem com que Verônica cheire e a forçam para
beber .

As amigas não notam a brincadeira que não terá volta.

Verônica passa mal e os jovens continuam a ingerir bebida na boca da jovem.

Estão completamente drogados e não sentem que Verônica está tendo uma
convulsão e conseqüentemente uma parada cardíaca. A deixam de lado e ficam
beijando as outras meninas que deixam ser levadas para a zona do perigo da
mistura de droga com álcool.

Verônica se debate e não retorna mais, morre naquele lugar.

Os amigos vêem que ela morreu e a deixam ali e fogem, deixando o corpo
estendido ao chão.

E vão para a beira da praia beber, rir e fazer sexo. Depois de abusar das
moças os rapazes deixam elas no acampamento.

No outro dia de cara limpa percebem a situação e o que cometeram com a amiga
e procuram os rapazes que pedem que calem. E fazem um pacto, ninguém pode
falar daquela noite.

Beto com sua consciência o condenando não consegue parar de pensar e volta
para o lugar do crime. E vê o corpo de Verônica. Abalado sai e vai ao
encontro dos amigos e diz que irá policia. Rafa então o ameaça e diz :
_ -Se ele for denunciar ,ele mata a mãe do Beto. Sem saída Beto fica
calado. Laura e Paulinha caem na realidade e ficam nas mãos dos rapazes.

Os dias passam e outra vez desaparece algumas coisas pessoais das meninas. A
policia é chamada pelo pessoal da direção do acampamento. A barraca é olhada
e revistada e encontram entre alguns objetos um isqueiro com as iniciais RR.

RR, Rafael Recherr.

Os rapazes são chamados para depor e os policiais vão até a barraca deles e
encontram peças pessoais das meninas na mochila de Rafa. Todos ficam com
medo. O policial comenta _Se as meninas vão dar queixa por isso, e elas dizem
que não.

O rapaz da recepção pergunta:

-E a amiga de vocês não a vejo há cinco dias?

-Laura responde:

-Ela teve que ir embora e a gente esqueceu-se de avisar a portaria, desculpe.

A policia ficou intrigada com aquele sumiço, pois havia sido encontrado um
corpo de uma jovem no meio da floresta.

Bem, vocês estão dispensados diz o policial.

Voltou-se para o funcionário da recepção e perguntou:

-Você poderia me acompanhar até o necrotério para reconhecer o corpo de uma
jovem que foi achado por estes dias.

-Claro seu policial.

Então vão para o necrotério e o rapaz reconhece a moça.

-Sim, seu policial e essa moça que estava no acampamento.

-Realmente fiquei desconfiado daqueles jovens, parece que eles andaram
fazendo arruaça por ai.

Voltaram ao acampamento e o delegado solicita a presença dos jovens na
delegacia.

Todos vão até lá e os depoimentos são tomados e a investigação é iniciada.

O delegado com muitos anos de experiência sente que ali tem mais do que
aqueles jovens falaram.

Eles saem da delegacia e vão para um bar, onde as meninas choram e se culpam
por terem deixado fazerem aquilo com a amiga Verônica.

Então Rafa volta a ameaçar:

-Vocês estão em minhas mãos, pois foram cúmplices também.

Todos se olharam e era verdade, foram cúmplices, pois não socorreram a amiga
e a deixaram já sem vida naquele lugar abandonado.

Dias se passam e a policia investiga aquela morte e a perícia solicita a
camioneta de Rafa para ser periciada. E lá e encontrada droga e digitais de
Verônica. São chamados na delegacia para depoimentos,cada versão é
contraditória.Laura com sua consciência a condenando abre o jogo.

Os pais de Verônica são chamados para o local e ao verem as amigas Laura e
Paulinha ficam chocados com as atitudes delas na morte da filha.

A verdade vem à tona e Rafa é indiciado e os outros também, pois foram
cúmplices.

Foram julgados e Rafa pega 10 anos de prisão e os outros quatro anos.

Os dias transcorriam sempre os mesmos naquela prisão feminina, quando numa
noite aparece na frente de Laura o espírito de Verônica olhando muito para
ela sem falar nada.

No dia seguinte Laura comenta a Paulinha que teve uma visão da Verônica. As
duas ficaram com muito medo.

A consciência as condenava e jamais se esqueceriam daquela noite que deu fim
aos sonhos de jovens que queriam apenas cair na balada naquele lugar de
sonhos.

Os anos na prisão foram transcorridos lentamente e lá tiveram tempo para
refletir. Até voltarem para o convívio da sociedade. Mas, Laura tinha a
culpa sempre com ela e acaba ficando louca e vai para uma clinica. Paulinha
recomeça sua vida até que um dia encontra Beto que também já cumpriu sua
pena e relembram o passado. Ela fica sabendo que Ráfia acaba se enforcando na
prisão após dizer que via o espírito de Verônica em sua cela.

Beto e Paulinha resolvem ir até a praia do Rosa onde tudo aconteceu.

Levam flores e pedem perdão à amiga por aquilo tudo e resolvem criar um
grupo de ajuda a jovens drogados.

Com o passar do tempo eles se apaixonam e seguem com sua meta, visitam
escolas, palestram para grupos de jovens e contam sobre sua experiência.

A vida toma seu rumo e os dois, hoje casados trilham o caminho do bem.

Até que um dia Paulinha fica sabendo que está grávida. E conta para Beto,
que fica super feliz.

Os meses passam e nasce uma bela menina que vai se chamar Verônica.

Assim, prestam uma homenagem à amiga que foi vitima daquela noite alucinada.

Verônica cresce bela e saudável e traz muita felicidade aos pais. Irão
sempre ensinar a filha no caminho da verdade e da lealdade em todos os
momentos da vida.

Os anos passam e o destino se encarrega de trazer Amor àquela família.


VERA SALBEGO

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